Semana 7: Descontrolo Hormonal

No princípio da semana 7, tive a primeira (e única até agora) consulta com a minha ginecologista. Lá fomos todos contentes o meu marido e eu. A Drª Inês fez-me uma ecografia endo e  mostrou-nos o embriãozinho. Um coisinha com 8.3 mm e já tinha coração. Vimos o coração, uma pintinha no ecrã, a bater rapidamente, muito rapidamente. Não, não chorei. Foi tudo muito rápido e tranquilo. Trouxe uma impressão da eco do embrião – que mal se vê – e guardei-a numa bolsinha que me deu a Drª. Neste kit que recebi, vinham também uma série de amostras, desde cremes de estrias a soluções vaginais. Trouxe também do consultório uma série de folhetos de marcas de criopreservação das células estaminais. Fiquei entusiasmadíssima com tantas coisas para estudar”. Que creme escolher, que empresa de células a melhor, um mundo novo abriu-se ali, naquele dia. Era mesmo verdade, já havia um feijãozinho com o coração a bater à séria. A coisa começava a ter contornos cada vez mais reais. Até porque, fisicamente, os sintomas também se começaram a intensificar. Os pequenos enjoos passaram a ter outra preponderância nesta semana (tanto que a médica receitou-me logo o Nausefe) e o mais engraçado foi o meu primeiro ataque de choro: coitado do meu marido!

A certa altura, durante esta semana, estou na cama à noite, antes de dormir e a ver mil vídeos sobre o tema, mesmo antes de dormir, começo a puxar o choro. Não sei o que tinha, apetecia-me chorar. Comecei a chorar porque dizia que não ia conseguir e acabei não sei bem em que tema mas cerca de uma hora depois com os olhos a rebentar de inchaço. O meu marido teve uma paciência de santo, lá dizia que claro que eu ia conseguir e que ele me ajudaria em tudo. Ao mesmo tempo que é ridículo, tem uma imensa piada. Realmente, ficamos mesmo afectadas pelas hormonas. O infeliz que fiquei naquela hora é algo que não me esqueço – até porque já  se repetiu! Bem-vinda ao novo mundo da gravidez, Rita. Isto é mesmo giro!

Também esta semana ficou marcada pelos primeiros presentinhos para o bebé, da minha mãe claro, que depois disso já repetiu a dose mais duas vezes. Tão querida, acho que está mesmo feliz e entusiasmada. Tive que lhe pedir para fazer uma pausa porque não temos espaço. Essa é outra, algures durante estes próximos meses vamos ter que mudar de casa. Aqui não vamos caber os três. Mas é esperar até às 12 semanas para começar a pensar nestas decisões. Até lá pode ser precipitado.

No final das 7 semanas era a minha festa de 30 anos. Claro que ia ser impossível disfarçar o facto de não beber um copo de sangria ou fumar um cigarro. E aqui entre nós, era a minha oportunidade de ter ali quase 50 amigos reunidos e poder contar a todos ao mesmo tempo. E assim foi. Preparei uma pequena surpresa à chegada do restaurante. Disse a todos que ficassem atentos, que íamos todos levantar ao mesmo tempo os individuais e ver o que estava por baixo. Foi incrível a reacção, quando aos poucos começar a perceber o significado daqueles pezinhos com a frase “coming soon”. As palmas começaram tímidas e em segundos, havia malta em cima das cadeiras! Foi espectacular, ficámos muito felizes. Fiquei com registo em vídeo e tudo!

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Semana 6: Os gases

Na semana seguinte as maminhas continuaram a doer e a ficar cada vez mais inchadas. Mas a grande novidade foram os gases. Toda eu era um gás. Escolhesse alimentos mais para a esquerda ou mais para a direita, continuava a ser um gás. Aquela semana vai-me ficar marcada para sempre. Ainda por cima porque as pessoas pensam, de certeza, que não é assim tão mau, que é só soltar. ERRADO. Elas não saíam por nada deste mundo! Eram gases sedendários, estavam ali bem quentinhos na minha barriga e nada de sair.

Bem, ao mesmo tempo, nesta semana, foi a semana em que fomos contar aos pais. Aos meus e aos do Francisco. Foi uma uma espécie de bolha aquela semana. Um bolha de felicidade por estarmos a contar esta coisa que nos faz tão feliz e que fez os nossos pais tão felizes. E uma bolha pelas outras razões também…

Marquei nesta semana uma consulta na médica de família do centro de saúde. Fui-lhe pedir que me passasse a credencial para o exame de sangue. Afinal o exame ficava em 50 e tal euros e assim ficou perto de 2 euros. Ela deu-me um livrinho chamado “Boletim de Saude da Grávida” onde se vai registando todas as alterações ao longo das 40 semanas. Disse-lhe que já tinha marcado consulta com a minha ginecologista para fazer a primeira ecografia e ela explicou-me qual poderia ser o processo a partir de agora, caso fosse acompanhada no SNS.

Acho que vou recorrer aos dois sistemas em simultâneo.

Fiz um seguro mas como acabei por engravidar logo, o  seguro não me vai cobrir quase  nada. Ser seguida no centro de saúde pode ser sempre uma boa opção para ter acesso gratuito a todos os exames que terei que fazer. Afinal, descobri nesta consulta que, como grávida, passo a ser isenta de qualquer pagamento ou taxa, dentro do SNS. Não é fantástico?

Semana 5: A descoberta

As maminhas começaram a doer uns dois ou três dias antes do dia 6 de Junho, o P estava atrasado 4 dias. Fui comprar o teste e fi-lo! Positivo. Sorri, depois ri mas não chorei. O meu marido estava igual. Fizémos o teste juntos e ainda não nuito crentes, resolvemos repetir a dose da parte da tarde, agora o de sangue. Positivo, com cerca de 5 semanas. Pelas minhas contas e o que já tinha apontado no PTracker, a concepção ter-se-ia dado em meados de Maio. O que não sabia era que as semanas de gravidez afinal se contavam a partir do primeiro dia da última menstruação. Valeu-me o PTracker outra vez. Estamos a contas desde 2 de Maio. E vem aí um bebé. Sobre o PTracker, irei falar nas Dicas & Truques. Andam por aí muitas apps indispensáveis à sobrevivência humana! 😉